Sem Tinta Na Caneta

Daniel Ordem Própria

Certo que Deus é amor e sabe da minha dor
Por que fui reclamar do frio e do calor
Não quis acreditar que eu tenho um prontuário
Nada mais que um número pro estado de são paulo
Nunca imaginei velar a auto estima
Testemunho real, interpretação viva
Ai vem o coração me cobrar de metranca
Lágrimas que solta a pegajosa arrogância
Que mata por dentro,regaça, estoura
Alguém dizer não quero ver se aposta

Dane se o ego cheio de querer ser
Abandonado mal vestido com a barba pra fazer
Veio falecer a pacificação
Só uma senha restrita de compaixão
Nessa eu descobri que a saudade sangra
Aquela que cê tira é a família que me ama
Que chora e disfarça na hora da visita
Perfumando a carta borrando a trilha

Da lágrima que escorre descendo pela letra
Se fosse um covarde quero ver se aguenta
Será que meus irmãos tão pensando em mim?
Irmão de quem será que pensam assim?
Nossa vagabundo nem dormi de saudade
O jeito que cê olha vou saber da verdade
A pilantragem é o fredy krueger da alegria
Noites de pesadelo transcorrendo o que eu sentia
Amanhã é tão longe lá se vão as horas

Julgado, condenado, enquadrado na prova e tal
O mundo é o noia que consome o ser humano
Que prende não regenera e quer que viro santo
Torço prus manos não deixar de lado a prece
Um labirinto entre dez portas, nove iml!
É lamento discreto pra servir de exemplo
Reciprocidade igual ao nível do sentimento
O tempo de Deus não veio no telegrama
A contenção de ódio não serviu pra quebrar tranca.

O pensamento voou quando a grade trancou
Porque reclamou do frio e do calor
Quero a liberdade bem perto de mim...
Eu esqueci o que é sorrir..!
O pensamento voou quando a grade trancou
Porque reclamou do frio e do calor
Quero a liberdade bem perto de mim...
Eu esqueci o que é sorrir..!

Vários caim de promotor mas Abel não ta aqui
Um tempo pra responder só que Deus é o juiz
Cês clamam resistência falo de mim mesmo
Com a honra sem seguro pra não morrer de medo
Eu podia ta compondo ou ouvindo um louvor
Sem o amargo da vida, se a vitória tem sabor
Diploma pru doutor as daslu pra madame
Se o mal é express o escudo é inoperante
Quantos argumento quem que vive da culpa
A puta da kama sutra indeferi na morte súbita

Constante veneno sem a dor pra artesanato
Alvará courier quanto pago pru advogado
Oscilação de depressão, o coração aterroriza
Minha foto vivo foi álbum de perícia
Silêncio do corredor o som do fax trucidava
A cicatriz incurável, provocação de trauma
Triste entender a psicologia da rua
É muito político pra pouca viatura

Esqueci o que é sorrir putrefação do clima
O tempo pra pensar mente terrorista
Será que ter uns carrão novo na avenida
Cê acha que minha mente maquina essas fita
Cê pede pru valente, gerente ou presidente
Não foi odontologia que conservou os dente
Descartável, desconsiderável, lamentável
Miserável, lastimável mas inabalável

A fé de pé suporta a consequência
Quem é mais bandido, os de terno ou de bombeta
Como vai o tempo longe do corró
A lua, as estrela, o vento, o sol
Pesadelo é um beija flor dentro da cadeia
Tenho um caderno dez matérias sem tinta pra caneta.

O pensamento voou quando a grade trancou
Porque reclamou do frio e do calor
Quero a liberdade bem perto de mim...
Eu esqueci o que é sorrir..!
O pensamento voou quando a grade trancou
Porque reclamou do frio e do calor
Quero a liberdade bem perto de mim...
Eu esqueci o que é sorrir..!

Curiosidades sobre a música Sem Tinta Na Caneta de Ordem Própria

Em quais álbuns a música “Sem Tinta Na Caneta” foi lançada por Ordem Própria?
Ordem Própria lançou a música nos álbums “Entre a Arma e a Flor Não Falei Só da Dor” em 2014 e “Entre Arma e Flor, Não Falei Só da Dor” em 2014.
De quem é a composição da música “Sem Tinta Na Caneta” de Ordem Própria?
A música “Sem Tinta Na Caneta” de Ordem Própria foi composta por Daniel Ordem Própria.

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